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7 métodos de controle de estoque para conhecer e aplicar

O controle de estoque é imprescindível dentro de uma empresa, pois lida com parte considerável do capital. No caso de uma indústria, por exemplo, os negócios giram em torno dos bens produzidos, que dependem de matéria-prima. Mas que método de controle de estoque deve ser utilizado para garantir as quantidades necessárias?

A metodologia auxilia nos objetivos e permite que a organização siga na rota do crescimento. Afinal, é a forma como se determina o controle dos itens do inventário que possibilita uma produção equilibrada e com o menor número de falhas.

Por isso, você precisa garantir o melhor método de controle de estoque para a sua logística. Neste artigo, vamos mostrar quais são as possibilidades e como escolher a opção ideal para a sua empresa!

Qual a importância do método de controle de estoque?

O método de controle de estoque é importante para manter a ordem dos materiais no processo de produção. A partir dele, a empresa garante que o consumidor final tenha acesso aos produtos e que os estoques tenham uma rotatividade adequada.

A forma como se gerencia os materiais influencia diretamente nos custos do negócio, evitando gastos desnecessários e melhorando a utilização do espaço físico. A estratégia diminui erros comuns e evita situações imprevisíveis, como furtos e quebras durante a logística ou mesmo a existência de produtos vencidos nos armazéns.

A gestão dos materiais tem grande impacto em outros setores e, por isso, precisa ter um método de controle de estoque eficiente. O setor de compras, por exemplo, precisa saber quais são as necessidades para aprovar novas aquisições, enquanto o setor de vendas depende da disponibilidade dos produtos para fechar negócio.

É a partir desse controle que os gestores conseguem ainda realizar planos de melhoria, tomar decisões mais sólidas e diminuir as falhas dos processos. Por isso, é fundamental identificar a melhor metodologia para o seu negócio.

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Principais métodos de controle de estoque

Tanto indústrias como distribuidoras utilizam diversos formatos de método de controle de estoque, de acordo com o tipo de negócio ou as necessidades de aplicação. Para identificar a melhor opção, é importante entender como funciona cada uma delas e onde elas se encaixam com mais precisão.

Enquanto alguns são ideais para cálculo de tributos — a Receita Federal aceita somente o PEPS, UEPS e Custo Médio — outros são indicados para aplicação interna de gestão. Confira os principais modelos a seguir.

1. PEPS

O PEPS é um método de controle de estoque que organiza a saída de mercadorias em ordem cronológica. A sigla representa a expressão “Primeira que Entra e Primeira que Sai”, reforçando a questão sequencial do modelo.

Além de ser aceito pela Receita Federal, é interessante porque ajuda a reduzir desperdícios, dando prioridade para os produtos mais antigos na linha de estoque. Sendo assim, beneficia muito negócios que lidam com alimentos perecíveis ou medicamentos, por exemplo.

2. UEPS

UEPS significa “Último a Entrar e Primeiro a Sair”. Logo, trata-se de um método de controle de estoque oposto ao PEPS: a prioridade está nos itens mais recentes do estoque, que têm maior valor para o mercado.

3. Custo Médio ou MPM

O Custo Médio — ou Média Ponderada Móvel (MPM) — é o último método de controle de estoque para cálculos de tributos aceito pela Receita Federal. Aqui, os valores dos produtos do estoque são somados com as novas mercadorias e o resultado dividido pelo número total de itens. Assim, chega-se à média dos valores para as tributações.

4. Just in Time

O Just in Time é de uso exclusivo interno e tem como objetivo gerar a manutenção de um estoque mínimo. Sua principal vantagem é a redução de custos na armazenagem dos produtos. O ideal é utilizá-lo junto com um ERP para acompanhar a previsibilidade do estoque.

5. Curva ABC

A Curva ABC está relacionada com elementos como giro, faturamento e lucratividade. Sua aplicação proporciona um melhor entendimento sobre o giro de estoque e relevância dos produtos e separa os itens em três categorias, que justificam o nome do método:

  • Tipo A: 20% dos produtos e 80% do valor do estoque;
  • Tipo B: 30% dos produtos e 15% do valor do estoque;
  • Tipo C: 50% dos produtos e 5% do valor do estoque.

6. Preço Específico

O método de Preço Específico é indicado para equipamentos com poucas unidades e alto valor, como automóveis e máquinas. A aplicação tem um giro menor, sendo mais fácil controlar a saída de mercadorias no estoque para atualizar as informações. A baixa é realizada após a venda, pois o valor total do estoque relaciona os custos exatos de cada item.

7. Giro de estoque

O Giro de Estoque é aplicado na identificação do fluxo de mercadorias, revelando o desempenho da empresa de distribuição em um período específico. Ele é calculado a partir da capacidade de armazenagem e saída de produtos, facilitando até mesmo entender as necessidades de compra de matéria-prima.

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Escolhendo o método ideal para a sua empresa

A escolha do método de controle de estoque depende do modelo de negócio que a sua empresa promove, de acordo com os objetivos de cada opção apresentada acima. Todos são válidos para trazer resultados eficientes, o que justifica serem comuns entre diferentes indústrias e distribuidoras, mas alguns detalhes podem ajudar na decisão.

O tipo de mercadoria e a relação com os fornecedores são alguns dos pontos mais importantes para se levar em consideração. O UEPS é interessante para produtos perecíveis, enquanto que o PEPS ajuda em negócios menores, por permitir uma implementação fácil e segura.

Como um sistema ERP pode ajudar?

Contar com o método de controle de estoque mais adequado é uma forma de gerar vantagens nos negócios, bem como se destacar na concorrência. Para ajudar na decisão, um sistema ERP pode ajudar, pois auxilia no gerenciamento.

É uma forma de potencializar os resultados e aumentar a produtividade, reduzindo erros operacionais da gestão de estoque a partir da automação de processos. O sistema permite inserir cadastros personalizados e dá mais agilidade às tarefas, diminuindo a quantidade de retrabalhos.

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